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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os irmãos servos

O Sr. Desol foi descansar logo após de seu almoço farto, o corpulento senhor das terras ao oeste do monte Nyrra, mas não antes de ofender os dois jovens servos, Fianr e Resnir, eles já estavam acostumados com as torturas e ataques de seu senhorio. Os irmãos esperavam aquela hora desde o amanhecer para começarem o treinamento de armas, a única chance deles deixarem aquele local era serem habilidosos o suficiente para entrarem para armada do rei Sten, o justo. Foram para as ruínas do castelo dos gigantes no monte Nyrra, as lendas e a ordem do rei mantinham todos afastado daquele local, era o campo de treinamento perfeito para dois servos que não poderiam ser vistos, eles não sabiam muito bem o que fazer mas já haviam observado cavaleiros treinando, brandindo espadas, esquivando e medindo força. Reproduzindo os movimentos, treinavam, Resnir era feroz em seus ataques, o ódio sentido pelo seu senhorio era dissipado em cada golpe dado com a lâmina improvisada, seu irmão aparava imitando sua movimentação, um golpe mais forte fez Fianr escorregar e o seu peso foi o suficiente para fazer uma fenda na base da enorme pedra ceder fazendo-o cair dentro do castelo, a terra que entrou junto com ele aliviou um pouco a queda na enorme masmorra. Resnir pulou para dentro da fenda sem se preocupar com a altura, os raios do sol que entraram mostraram a pedra branca de que era feito aquele castelo descomunal pintada com o verde do musgo e com a sujeira da umidade e o pó, mostrou também a silhueta de Fianr segurando o braço olhando fixamente para a porta. Após o impacto que fez os joelhos reclamarem da queda e as vestes mais sujas, Resnir viu que seu irmão estava andando hipnotizado ignorando a dor do braço fraturado, ouviu então o sussurro de palavras jamais escutadas convidavam os seus sentidos a segui-lo. Acordaram do transe enfrente a uma sala que destoava de todos os outros cômodos, eles não faziam ideia de como chegaram ali, os degraus das escadas precisavam ser escalados, algumas portas eram grandes e pesadas demais para serem abertas por apenas dois garotos, Uma chama iluminava o interior da sala dentro de uma redoma de vidro em forma da cabeça de um lagarto que os olhos dos meninos nunca haviam visto, as paredes com infinitas prateleiras abarrotadas de pergaminhos feitos de couro com símbolos indefiníveis, como dois insetos foram atraídos pela chama, esticaram as mãos e ao tocarem no orbe as escritas fizeram sentido.Perderam a noção do tempo, ignoraram as necessidades básicas, lendo os pergaminhos. Descobriram o que havia antes de existir o tempo, aprenderam a pronunciar as palavras primarias e praticaram a magia primordial.

Foi assim que se abriu a nova era da magia em Valian