O
Sr. Desol foi descansar logo após de seu almoço farto, o corpulento
senhor das terras ao oeste do monte Nyrra, mas não antes de ofender
os dois jovens servos, Fianr e Resnir, eles já estavam acostumados
com as torturas e ataques de seu senhorio. Os irmãos esperavam
aquela hora desde o amanhecer para começarem o treinamento de armas, a única chance deles deixarem aquele local era serem habilidosos o
suficiente
para entrarem para armada do rei Sten, o justo. Foram para as ruínas
do castelo dos gigantes no monte Nyrra, as lendas e a ordem do rei
mantinham todos afastado daquele local, era o campo de treinamento
perfeito para dois servos que não poderiam ser vistos, eles não
sabiam muito bem o que fazer mas já haviam observado cavaleiros
treinando, brandindo espadas, esquivando e medindo força.
Reproduzindo os movimentos, treinavam, Resnir era feroz em seus
ataques, o ódio sentido pelo seu senhorio era dissipado em cada
golpe dado com a lâmina
improvisada, seu irmão aparava imitando sua movimentação, um golpe
mais forte fez Fianr escorregar e o seu peso foi o suficiente para
fazer uma fenda na base da enorme pedra ceder fazendo-o cair dentro
do castelo, a
terra que entrou junto com ele aliviou um pouco a queda na
enorme masmorra. Resnir pulou para dentro da fenda sem se preocupar
com a altura, os raios do sol que entraram mostraram a pedra branca
de que era feito aquele castelo descomunal pintada com o verde do
musgo e com a sujeira da umidade e o pó, mostrou também a silhueta
de Fianr segurando o braço olhando fixamente para a porta. Após o
impacto que fez os joelhos reclamarem da queda e as vestes mais
sujas, Resnir viu que seu
irmão estava andando hipnotizado ignorando a dor do braço
fraturado, ouviu então o sussurro de palavras jamais escutadas
convidavam os seus sentidos a segui-lo. Acordaram
do
transe enfrente a uma sala que destoava de todos os outros cômodos,
eles não faziam ideia de como chegaram ali, os degraus das escadas
precisavam
ser escalados, algumas portas eram grandes e pesadas demais para
serem abertas por apenas dois garotos, Uma
chama iluminava o interior da sala dentro de uma redoma de vidro em
forma da cabeça de um lagarto que os olhos dos meninos nunca haviam
visto, as paredes com infinitas prateleiras abarrotadas de
pergaminhos feitos de couro com símbolos indefiníveis, como dois
insetos foram atraídos pela chama, esticaram as mãos e ao tocarem no orbe as
escritas fizeram sentido.Perderam
a noção do tempo, ignoraram as necessidades
básicas, lendo os pergaminhos. Descobriram o que havia antes de existir o tempo, aprenderam a pronunciar as
palavras primarias e praticaram a magia primordial.
Foi assim que se abriu a nova era da magia em Valian
Foi assim que se abriu a nova era da magia em Valian